Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Em sua música, " Estudo Errado “, Gabriel, o Pensador, critica um ensino obsoleto e ineficaz, em que o aluno frequenta a escola, mas não adquire nenhum aprendizado. Nesse contexto, vive-se, no Brasil contemporâneo, uma situação análoga à canção, visto que apesar de os cidadãos frequentarem uma instituição de ensino, eles ainda são classificados como analfabetos funcionais, em sua maioria, o que demonstra o quão deficitária está a educação brasileira. Logo, deve-se destacar entre as causas para essa problemática o baixo incentivo à leitura e o alto índice de evasão escolar, o que fomenta medidas do Ministério da Educação.

Em uma primeira visão, é vital pontuar que o Estado é negligente ao não incentivar a leitura no país. Isso pode ser comprovado pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001, nos municípios haviam cerca de 43% de livrarias, já em 2018, esse número diminuiu drasticamente, sendo menor que 20%. Nesse viés observa-se que, mesmo sendo um hábito essencial para o desenvolvimento humano, a leitura não está difundida na sociedade contemporânea, pois o governo, que deveria formar crianças e jovens capacitados, mediante a bons projetos educacionais, como a construção de bibliotecas nos bairros e nos municípios do país, desperta o retrocesso da autonomia desses indivíduos. Nessa pespectiva, serão formados cidadãos que terão dificuldades em compreender textos simples das diversas matérias presentes na grade curricular, o que, consequentemente, os prejudicará no mercado de trabalho e em processos seletivos.

Além disso, é fulcral salientar que, ao abandonar os estudos, os indivíduos tornam-se vítimas dessa mazela educacional - o analfabetismo funcional, já que eles adquirem menos conhecimentos e tornam-se leigos. Nesse ínterim, Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, em seu livro “Pedagogia do Oprimido”, atestou que a educação é libertadora. Por conseguinte, o sujeito que evade da escola ficará aprisionado a diversos tipos de dificuldades do ensino, destacando-se a deficiência na interpretação textual e na escrita de conteúdos formais. Dessa forma, medidas são necessárias para que a evasão escolar diminua.

Portanto, a fim de que o cidadão adquira o hábito de leitura e supere suas dificuldades com a escrita, ou Ministério da Educação deve promover mais ações e projetos de incentivo à leitura por meio da criação de novas bibliotecas públicas e ações junto as comunidades, como saraus e atividades de contação de histórias. Assim será possível reverter a situação de estudo errado, afinal, o prazer por ler e o primeiro passo para um ensino robusto e eficaz.