Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/12/2020

O documentário “Diários de Classe”, retrata a história de pessoas em busca de aprender aquilo que lhes foi roubado na infância, os estudos. Fora da ficção, essa é uma realidade de milhares de brasileiros, haja vista a enorme conjuntura de analfabetismo funcional no país. Em vista disso, a falta de ações do Poder Público corroboram para o acréscimo desse cenário, além da ausência do incentivo familar no ensino primário.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a omissão dos meios governamentais para efetivar certa melhoria no ensino escolar. Nesse sentido, o sociólogo Zygmunt bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirma que algumas instituições -dentre elas o Estado- perderam sua função social, mas conservaram sua forma e se configuram como “instituições zumbi”. Sob essa ótica, é notório que o Governo se mantém inerte perante a falta de ensino de qualidade, sendo algo que influência no aumento do analfabetismo funcional no Brasil. Logo, é necessárias políticas públicas para intervir na expansão desse panorama.

Ademais, outro aspecto a ser abordado é o fato da escassez de incentivo familiar no ensino primário. Nessa perspectiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Sob esse viés, com o precário apoio do ramo familiar para o incentivo de leitura, ajuda em tarefas para casa entre outros, a criança começa a desenvolver certa repulsão por frequentar o sistema educacional, em razão de não conseguir desenvolver a aprendizagem. Por conseguinte, a chances de desistirem dos estudos são enormes, o que acarreta no analfabetismo.

Depreende-se, portanto, a relevância da criação de alternativas para atenuar o analfabetismo funcional no Brasil. Em suma, cabe ao Governo Federal investir na educação pública, por meio do repasse de recursos para as instituições (prefeituras e Estado), a fim de manter um ensino qualificado e, assim, reduzir o amplo número de analfabetismo. Além disso, o Ministério da Educação deve conscientizar os pais sobre a importância da ajuda do ramo familiar no ensino primário, por intermédio de campanhas publicitárias, com o objetivo de diminuir a desistência das crianças ao sistema educacional por falta de apoio. Desse modo, será possível conter o analfabestismo funcional no Brasil.