Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/12/2020

De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, a educação é uma ferramenta poderosa para mudar os indivíduos, para que esses possam transformar a realidade do mundo. Entretanto, alguns empecilhos inviabilizam a experimentação desses benefícios. É válido apontar o caso da analfabetização funcional presente na atualidade, em que pessoas reconhecem os números e as letras, mas são incapazes de interpretar textos simples. Incontáveis são as motivações para tal panorama caótico e preocupantes são as consequências, visto que tal desconhecimento fomenta a má formação do senso crítico pessoal.

Primeiramente, vale analisar quais são as causas para a escassez na aprendizem interpretativa de qualidade. Entre elas, podemos citar o despreparo infraestrutural em diversas localidades do país, em que o ensino público é precário e populações mais pobres são afetadas com a impossiblidade do acesso ao conhecimento. Além disso, a falta de incentivos ao hábito da leitura é outro fator que potencializa tal insipiência. Dessa forma, observa-se a subversão na prática do direito garantido no Artigo 6º da Constituição Federal do Brasil, em que é assegurado ao cidadão o alcance à educação, de maneira igualitária e de qualidade.

Em segundo plano, as repercussões do despreparo na educação para a vida do sujeito e para sua formação crítica. Sobre isso, é crucial demonstrar efeitos como a alienação e coerção às informações divulgadas de maneira exacerbada no meio digital, sendo elas, muitas vezes, falaciosas. Posto isso, dados do site “Agência Brasil” divulgam que redes mais populares, como Whatsapp e Instagram, são àquelas que mais circulam fake news, sendo que essas notícias falsas podem afetar desde opiniões e ideias políticas, a até mesmo cuidados e recomendações médicas, o que é capaz de oferecer riscos ao cidadão que confia na veracidade das informações, sem antes analisar com cautela.

Portanto, é imprescindível a urgência na tomada de medidas capazes de atenuar tal conjuntura. Logo, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as intituições escolares e as esferas familiares, a ação eficaz para contornar tal circunstância. Esses devem agir de modo a proporcionar cursos e projetos para tratar da alfabetização funcional, incentivar a leitura de livros que abordem conteúdos que motivem os alunos e monitorar o tempo que o indivíduo fica exposto às redes sociais, bem como o conteúdo que acessa, respectivamente. A oferta de cursos deve ser priorizada em locais mais precários, em que a sociedade não possui acesso à educação de qualidade e precisa ser oferecido para todas as idades. A leitura pode ser estimulada por meio de debates sobre os temas tratados nos livros. Dessa maneira, os cidadãos poderão ususfruir dos seus direitos e dos benefícios da educação.