Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Segundo o artigo 205 da Constituição Brasileira de 1988, a educação é direito de todos os cidadãos. Contudo, no cenário atual, a incapacidade de certa parcela da população de compreender textos simples vem suprimindo essa prerrogativa, uma vez que a precariedade do ensino público oferecido, assim como a falta de incentivo da prática de leitura pela sociedade, são um entrave à cidadania plena do brasileiro.

À primeira vista, segundo o Índice Nacional de Analfabetismo Funcional, cerca de 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos sabem ler e escrever mas não conseguem interpretar textos. Sendo assim, tarefas cotidianas se tornam impecilhos a tais cidadãos que podem enfrentar problemas como a falta de qualificação profissional para o mercado de trabalho, desestimulação dos jovens podendo levar a evasão escolar, dificuldade na compreensão de manuais ou mapas, na realização de procesos seletivos, entre outros. Dessa forma, é imprescindível que ocorra mais investimentos em setores básicos da educação com o fito de evitar o sucateamento do ensino público e, consequentemente, a formação dos estudantes.

Outrossim, de acordo o Instituto Pró-Livro, a média anual de livros por habitante é de 4,96. Desse modo, um maior incentivo à leitura no Brasil atual é algo de suma importância e que deve ser colocado como prioridade pelo Ministério da Educação, tendo em vista que podem combater o analfabetismo funcional em todas as faixas etárias, assim como criar cidadãos mais conscientes e críticos do mundo ao seu redor.

Logo, medidas são necessárias para reduzir o analfabetismo funcional. Assim, o Ministério da Edudação em parceria com as escolas, devem fazer a criação de projetos como clube do livro, concursos de redação, prêmios para os maiores leitores da semana, entre outros com o intuito de promover o hábito da leitura nos jovens estudantes, assim como deve focar na qualificação profissional do professores por meio de cursos específicos para que consigam trabalhar o senso crítico dos alunos. Assim, será possível atingir o bem-estar da coletividade nacional.