Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/12/2020

O analfabetismo funcional é a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas mais elaboradas, embora saibam reconhecer letras e números. No Brasil, cerca de 38 milhões de pessoas são considerados iletrados, segundo o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf). Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no país, devido não só à evasão escolar existente, mas também à baixa qualidade dos sistemas de Ensino público. Dessa maneira, essas pessoas acabam sendo prejudicadas no desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional, assim, devem ser criadas alternativas para reduzir o número de pessoas que não sabe interpretar.

Deve-se destacar, de início, que o fato de que muitas crianças não ingressam na escola ou simplesmente abandonam por diversos motivos como um dos complicadores do problema. Nota-se, que as causas mais comuns para a desistência da educação é o bullying, a pobreza, a falta de acesso por parte da população e a falta de suporte para os alunos que possuem dificuldade, de acordo com uma reportagem feita pelo Politize, em 2017. Em consequência disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2019, ao menos 11 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não são capazes de ler e escrever.

Nesse contexto, vale ressaltar que a baixa qualidade dos sistemas de Ensino público também contribui para o agravamento do tema. As escolas estaduais e municipais concentram sua educação na gramática e acabam esquecendo que o hábito da leitura e da escrita contribui para ampliar seu conhecimento de mundo e de interpretação. No entanto, muitas escolas públicas brasileiras são mal estruturadas e carecem de bibliotecas ou de salas de estudo, tanto que desestimulam os estudantes a adotarem esses hábitos. Como resultado, a quantidade de analfabetos funcionais só aumenta e esses indivíduos terão dificuldade de entrar no mercado de trabalho, crescendo, a exclusão social.

Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Ministério da Educação juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, por meio de investimentos e leis, devem criar um programa que direciona o ensinamento para interpretação e que de forma obrigatória os estudantes tenham que ler um livro por mês. Além de oferecer incentivos  a pessoas mais velhas, para aprender a ler e escrever e a garantia de ensino de boa qualidade a todos independente de tudo. Nesse sentido, o feito de tal ação fará com que o numero de alfabetos funcionais seja inexistente e que a evasão escolar também diminua. Somente assim, essa problemática será erradicada, pois conforme Gabriel O pensador, “na mudança do presente, a gente molda o futuro” .