Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/12/2020

As políticas educacionais adotadas por Getúlio Vargas, em meados de 1930, como a criação de escolas e universidades, além do Ministério da Educação foram de grande importância para a emancipação do ensino no Brasil. Contudo, hodiernamente é notável que tais medidas não foram o suficiente, sendo ainda, causas do analfabetismo funcional de grande parcela da população. Portanto, é cabível discutir sobre como o a literacia familiar e políticas educacionais que contorne as desigualdades são ótimas alternativas para reduzir essa problemática.

Mormente, a família tem importante papel na formação cívica e educacional de um indivíduo. Segundo a ONG Ação Educativa, o analfabetismo funcional atinge um terço dos indivíduos de 15 a 65 anos, evidenciando que esse problema é fruto do ultrapassado sistema educacional brasileiro. Sob esse viés, quando a escola não é o suficiente, a prática a leitura por prazer desde o núcleo familiar - literacia familiar - é essencial para despertar o interesse por leitura e interpretação e consequentemente reduzir as taxas.

Ademais, é notório que as políticas educacionais brasileiras não extinguem, mas sim evidenciam as diferenças sociais. Análogo ao pensamento do sociólogo William Outhwaite, níveis elevados de desigualdade reduzem tanto as oportunidades, quanto os incentivos para os indivíduos e famílias mais pobres, desestimulando-os em particular de investir em educação. Consequentemente, esses jovens acabam não tendo uma formação educacional descente, por isso, acabam se juntando as estatísticas sobre o analfabetismo funcional no Brasil.

Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação e a Família, familiarizarem os estudantes desde cedo ao hábito da leitura, por meio de aulas que estimulem sua participação e criatividade além de dinâmicas familiares, a fim de promover o desenvolvimento do raciocínio lógico e capacidade de interpretação, de modo que contornem as desigualdades sociais e econômicas e alcancem a plena formação educacional. Para, somente assim, o Brasil de fato acabar com o analfabetismo funcional.