Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Segundo o filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella “um país é feito de homens e livros” o que elucida a importância da educação para o desenvolver do Estado. Entretanto, a situação de analfabetismo funcional no Brasil mostra que a realidade é antagônica a isto. Nesse contexto, a falta de interesse de educadores e alunos, acrescidos da evasão escolar na infância, são contribuintes para esse cenário.

Em primeira análise, vale destacar que o escritor e antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, criou o conceito de que a educação brasileira vive um “pacto de mediocridade”, em que professores, mal remunerados e insatisfeitos, fingem ensinar, e discentes, desinteressados e muitas vezes, negligenciados pela própria escola, fazem o mesmo em relação a  aprender, isso por sua vez gera pessoas que, mesmo possuindo certo grau de escolaridade, não conseguem ao menos interpretar textos simples. Nesse tocante, o filme “escritores da liberdade” ilustra essa ocorrência com uma turma que está prestes a se formar, mas que por terem sido marginalizados no âmbito escolar, mal sabem ler.

Além disso, muitos leigos operantes estão nessa situação por terem sido impulsionados a abandonar a escola cedo, sendo que, dados do Ministério da Educação publicados em 2016, apontam que a principal causa para essa evasão escolar é a gravidez na adolescência. Este fator é evidenciado na minissérie televisionada “Segunda Chamada, em que a personagem Gislaine após engravidar abandona os estudos e entra na prostituição para sustentar sua família, e anos depois retorna às aulas para tentar mudar de vida.

Portanto, é primordial que medidas para reduzir o analfabetismo funcional sejam tomadas. Desse modo, cabe aos Ministérios da Educação e da Cultura, juntamente das respectivas secretárias municipais e estaduais, executar projetos que valorizem professores e acolham alunos, promovendo docência de qualidade e maior interesse no ensino, isto através de melhores salários e bônus remunerado para aqueles professores que demonstrarem incentivar e compreender as dificuldades de seus estudantes para que estes, por sua vez, consigam aprender efetivamente, além disso, urge também a implementação de projetos de suporte para acadêmicos que tenham problemas financeiros, familiares, ou psicológicos com o objetivo destes permanecerem na escola, ademais, é necessário receberem aulas de educação sexual e oportunidade de terem uma profissional da psicologia para conversarem, a fim de que possam entender melhor suas vontades e oportunidades, assim, através dessas atitudes o Brasil poderá ser um exemplo de país que citou Mario Sergio Cortella.