Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/12/2020
De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, a educação é uma ferramenta poderosa para mudar os indivíduos, a fim de que esses possam transformar a realidade do mundo. Entretanto, alguns empecilhos inviabilizam a experimentação desses benefícios. É válido apontar o caso da analfabetização funcional presente na atualidade, em que as pessoas reconhecem os números e as letras, mas são incapazes de interpretar textos simples. Diante disso, incontáveis são as motivações para tal panorama caótico e preocupantes são as consequências, visto que tal desconhecimento fomenta a má formação do senso crítico pessoal.
Primeiramente, vale analisar quais são as causas para a escassez na aprendizagem interpretativa de qualidade. Entre elas, podemos citar o despreparo infraestrutural em diversas localidades do país, em que o ensino público é precário e grupos mais pobres são afetados com a impossibilidade de acesso ao conhecimento. Além disso, a falta de incentivos ao hábito da leitura é outro fator que potencializa tal incompreensão, visto que jovens e crianças, inseridos no mundo digital, o qual possui uma vasta quantidade de atrativos para todas as idades, não se sentem motivados para adotar a prática, julgando-a desnecessária e cansativa. Logo, a soma desses elementos gera um resultado negativo para os sujeitos, pois tornam-se inábeis para julgar, criticamente, exertos básicos.
Em segundo plano, as repercussões dessa insipiência podem atingir o indivíduo, não só em sua formação básica educacional, como também em seu direcionamento crítico. Sobre isso, é crucial demonstrar efeitos, como a alienação e a coerção às informações divulgadas de maneira exacerbada nos meios tecnológicos, sendo elas, muitas vezes, falaciosas. Posto isso, dados do site “Agência Brasil”, divulgam que redes sociais mais populares, como Whatsapp e Instagram, são aquelas em que mais observa-se a circulação de fake news, sendo que essas notícias falsas encontram-se entre opiniões e ideias políticas, ou até mesmo entre recomendações e cuidados médicos, o qual é capaz de oferecer riscos ao cidadão que confia na veracidade desses dados, sem antes analisar com cautela.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar tal conjuntura. Assim, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as instituições escolares, a ação concomitante. Esses devem agir de modo a proporcionar cursos e projetos para tratar a analfabetização funcional e incentivar a leitura de livros com temas atuais e jovens, para motivar os alunos. A oferta de cursos deve ser feita de modo a priorizar populações mais carentes, locais com educação precária e esferas de todas as idades. A leitura deve ser estimulada por meio de debates sobre o tema lido, para afirmar a compreensão dos textos. Dessa forma, poderá ser presenciada as vantagens da educação, como afirmou Paulo Freire.