Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Quando as primeiras instituições de ensino surgiram, no período colonial, apenas filhos de portugueses possuíam um acesso deliberado às disciplinas escolares. Essa realidade se faz presente nos dias atuais, umas vez que é nas escolas particulares que se encontra um maior aprofundamento das matérias ofertadas, enquanto na rede pública os alunos sofrem pela falta do mesmo. Tal diferença desses grupos mostra o afastamento social em detrimento de um sistema socioeconômico predominante.

De acordo com o “pacto de mediocridade”, estabelecido pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o professor apenas finge que ensina enquanto o aluno finge aprender o conteúdo aplicado. Isso potencializa o analfabetismo funcional, visto que o foco consiste em apenas passar de ano, e não em adquirir conhecimento de fato, que seria o correto.

Outrossim, a evasão escolar também é outro problema comum no Brasil. Para conter o agravante, o governo criou o EJA - Educação para Jovens e Adultos - com o objetivo de oferecer uma aprendizagem gratuita à pessoas maiores de idade. Nessa faixa etária, são as mais excluídas e marginalizadas por outros indivíduos, encontrando dificuldades na procura de empregos formais, tendo seus direitos básicos neglicenciados.

Diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com suas Secretarias Municipais e Estaduais, elaborar medidas que incentivem a leitura, por meio de políticas públicas que mencionem os benefícios desta prática que aumenta a capacidade cognitiva de interpretação, a fim de diminuir a quantidade de analfabetos funcionais e, por conseguinte, a exclusão social.