Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/12/2020

Hodiernamente, há uma grande deficiência na capacidade de interpretação de textos e resolução de problemas matemáticos por diversos indivíduos, caracterizando um quadro de analfabetismo funcional. Para representar os malefícios desse analfabetismo, de acordo com o sociólogo francês Èmile Durkheim, a escolarização é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento social e também pessoal do indivíduo. Baseado nisso, é de extrema importância buscar alternativas eficazes para a redução desse problema no Brasil, por meio de um enfoque e de um investimento maior no segundo período do  Ensino Fundamental, além da correção de uma estruturação indevida do sistema de aprendizado.

Em primeiro lugar, vale citar o fato de que até a quinta série da vida escolar, as crianças possuem o domínio da leitura e da escrita. Entretanto, um dos agravantes para o analfabetismo funcional ocorre na segunda parte do Ensino Fundamental, da sexta à nona série. Isso ocorre em razão de uma carência de investimento financeiro, seja ele de professores ou de estrutura nas escolas, já que o enfoque é maior na educação básica, deixando o conhecimento da fase posterior prejudicado, fator esse determinante para um futuro caso de dificuldade de uma leitura de uma notícia, por exemplo, devido à falta de continuação desse conhecimento básico obtido anteriormente.

Ademais, o modelo atual que o ensino brasileiro se estrutura faz com que os alunos não estudem para aprender e absorver o conhecimento necessário para resolver problemas futuros que se apresentem a eles, mas sim para apenas tirar nota e passar de ano, não possibilitando que a criança pratique, crie ou tenha o desejo do aprendizado. Diante do exposto, a fala da diretora executiva Ana Lúcia Silva, do Instituto Paulo Montenegro ilustra o que foi desenvolvido, já que a diretora afirma que “os alunos aprendem a ler, mas não sabem ler para aprender”.

Destarte, para que o quadro de analfabetismo funcional se torne cada vez menos grave, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com os demais órgãos relativos à essa área, promova mais investimentos de cunho financeiro nos anos sucessivos à educação básica, por meio de professores mais qualificados, além de melhores condições em sala de aula, como lousa e carteiras adequadas que criarão um ambiente de estudo favorável aos alunos. Também é fundamental que os pais e responsáveis das crianças possuam o papel fundamental de estimularem os filhos a estudarem, através de um acompanhamento diário das tarefas e estudos, a fim de criar uma base sólida para o contato com novos desafios, para que os demais anos de escolarização não se tornem defasados. Essas duas medidas farão com que futuramente as dificuldes básicas sejam atenuadas.