Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2024
O chamado “Método Paulo Freire” foi revolucionário ao alfabetizar pessoas em tempo recorde. Nesse sentido, nos tempos atuais, outra forma de analfabetismo é mais presente no Brasil: o funcional. Condição que descreve quem têm limitações para ler, interpretar textos e fazer operações matemáticas básicas. Portanto, a desigualde social presente no país e uma educação precária são problemas causadores do tema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que viver em condições precárias afeta os indivíduos em desenvolver um pensamento crítico. Dessa maneira, o analfabetismo funcional é consequência de uma sociedade extremamente desigual a qual não tem oportunidades para todos. Destarte, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o sétimo país com a maior concentração de renda do mundo. Sendo assim, é inimaginável pensar no desenvolvimento de habilidades de interpretação quando enfrentam problemas como a fome, desemprego ou falta de saneamento básico. Realidade que não pode ser tolerada.
Em segundo lugar, é importante destacar que a educação é o caminho para combater diversas problemáticas sociais. Desse modo, é por meio dela que é possível construir uma sociedade próspera. Partindo desse ponto de vista, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e os seus talentos individuais. Assim, com a carência de condições boas para a aprendizagem, por causa da imensa desigualdade social presente no Brasil, dificilmente a população desenvolverá o pensamento racional e, por conseguinte, erradicar o analfabetismo funcional. Em suma, medidas devem ser tomadas.
Logo, os desafios das alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil não devem ser negligenciados. Para isso, urge que o governo federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante projetos para levar as escolas a locais marginalizados e, além de garatir um ensino digno para os jovens, desenvolva medidas de distribuição de cestas básicas corriqueiramente, para que os efeitos da desigualdade social sejam diminuídos e o pensamento crítico seja algo o qual possa ser trabalhado de maneira digna.