Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 12/12/2020
O artigo 5 da Constituição Fedral de 1989, defende o direito pleno de qualquer cidadão, inclusive ao acesso à educação de qualidade. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direitona questão do analfabetismo funcional no Brasil, o que, além de grave, torna-se inconstitucional. Nesse contexto, é notório que há um desafio que persiste devido, não só à formação familiar, mas também à falta de conhecimento.
Convém ressaltar a princípio, que a formação familiar funciona como forte base para a continuidadee do problema. Segundo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, observa-se que existe uma falta de valorização da educação em algumas famílias brasileiras, e por consequência disso, seus filhos poderão aderir a influência, uma vez que, é um desafio complexo a ser superado, já que está inserido dentro das casas da população e tende a permanecer por uma longa linha de tempo.
Ademais, a falta de conhecimento é um empecilho para a resolução. Nesse sentido, o filósofo Shopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não possuem acesso à informação séria sobre o analfabetismo funcional, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Portanto, é inegável que mudanças precisam ser tomadas sobre a questão. Logo, para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos para obter maior alcance da população, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez e a modificação do pensamento brasileiro e que se sintam motivadas para dar a real importância que a educação precisa ter na sociedade. Feito isso, o caminho entre a Constituição e a sociedade irão se cruzar.