Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 12/12/2020

O analfabestimo funcional encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa constatação pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo site Administradores, os quais demonstram que somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio de leitura e produção de qualquer tipo de texto. Nesse contexto, o analfabestimo funcional entre os brasileiros é um desafio e persiste devido, não só a falta de letramento e apoio familiar, mas também à má influência digital.                                      Em primeira análise, a falta da educação familiar mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Persons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática do analfabetismo funcional apresenta como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extemínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro da casa das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo, visto que a família é tida como base para todos.                                                                  Outro ponto relevante, diante o analfabetismo funcional, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de repressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nivel de informação da população, influencia na consolidação do problema, como o grande índice de fake news que veiculam na mída, facilitando sua dissiminação em grande parte por analfabetos, que por serem limitados no entendimento textual, são persuadidos com mais facilidade.        Portanto, devem haver mudanças nesse cenária a fim de garantir uma plena educação aos brasileiros. Cabe ao Ministério da Educação, mediante o redirecionamento de verbas, realizar adaptações necessárias em todas as escolas e universidades públicas, como o incentivo aos alunos em comparecerem às aulas, desenvolvendo-as de forma dinâmica e atrativa. Ademais, escolas devem funcionar também como uma instituição aberta aos familiares, promovendo palestras sobre o ensino básico e digital. Dessa forma, o Brasil poderá superar, em grande escala, o analfabetismo funcional.