Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Na obra “Pedagogia”, o filósofo Immanuel Kant afirma que os indivíduos se tornam o que a educação faz deles. Nesse sentido, torna-se temerário imaginar a sociedade em formação no Brasil tendo em vista que o analfabetismo funcional permanece presente no país em função, principalmente, da incompetência do Estado na resolução do problema. Desse modo, é profícuo discutir a temática a fim de resolvê-la.
De início, é válido ressaltar que a questão afeta, sobretudo, os grupos sociais mais discriminados na sociedade brasileira, que dependem do governo para acessarem a educação. Segundo o IBGE, 3,9% dos brasileiros de 15 anos ou mais de cor branca são considerados analfabetos funcionais, percentual que se eleva para 9,1% entre pessoas de cor preta ou parda. Consequentemente, esses indíviduos acabam enfrentando maiores dificuldades de inserção no mercado de trabalho, sendo impedidos de ascender socialmente. Assim, a manutenção analfabetismo funcional no país é mais um mecanismo de opressão.
Outrossim, a displicência estatal colabora com o óbice. Nessa perspectiva, de acordo com o artigo 205 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir educação que qualifique o cidadão. Entretanto, ao observarmos a inércia do poder público no que tange à aprovação de medidas que colaborem para fortalecer o ensino gratuito e, assim, diminuir o analfabetismo funcional no país, fica claro o papel do governo no agravo da questão.
Portanto, medidas são necessárias para combater o analfabetismo funcional no país. Logo, o governo federal deve repassar mais verbas às escolas públicas, capacitando os professores, principalmente os do jardim de infância e ensino fundamental, para que haja um trabalho intenso de ensino e estímulo em crianças e adolescentes a enfrentarem suas dificuldades de aprendizado. Dessa forma, o analfabetismo funcional será reduzido no país, assim como a desiguldade.