Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o contrário do que o autor prega, uma vez que o Analfabetismo Funcional no Brasil apresenta barreiras, como qual dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da insuficiência do poder público, quanto da falta de incentivo dos pais. Em razão disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do funcionamento da sociedade.

A princípio, é evidente que o poder público falha ao cumprir o seu papel como agente de fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a persistência do analfabetismo funcional no Brasil. A constituição federal, promulgada em 1988,  prevê em seu artigo 6º, o direito à educação de qualidade como inerente a todo cidadão brasileiro. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, pois, na realidade, o acesso a educação de qualidade não é um direito assegurado a todos os brasileiros. Visto que muitas escolas educam os alunos apenas com matérias conteudistas, não despertando o pensamento crítico e analítico do aluno. De modo conseguinte, o aluno não consegue aplicar em suas atividades rotineiras o que lhe é ensinado na escola, nem explorar suas habilidades intelectuais.

De maneira analoga, os pais também apresentam papel substancial na problemática. Isso, pois, guiados pelo ideário da busca incessante pelo lucro, argumentado por Karl Marx, muitos pais não possuem tempo para supervisionar o processo educacional dos seus filhos. Além disso, muitos responsáveis ​​não são leitores e, dessa forma, não incentivam seus filhos a praticarem esse hábito. Consequentemente, a família não complementa a educação que deveria ser dada pela escola e, dessa forma, muitas crianças crescem somente sabendo ler e escrever, alterações cognitivas, como a falta de interpretação.

De modo a superar o analfabetismo funcional, o Ministério da Educação deve oferecer cursos que preparem devidamente os professores, os instruindo a incitarem o pensamento crítico e interpretativo do aluno. Por sua vez, as instituições de ensino, por intermédio de palestras e debates com os responsáveis, devem evidenciar a importância do acompanhamento dos pais no processo de formação educacional dos filhos e do incentivo à leitura, para que os pais possam os dar a atenção necessária. Ademais, as prefeituras municipais devem ampliar as bibliotecas públicas voltadas à toda população, visando explorar o interesse pela leitura nos indivíduos e, consequentemente, suas capacidades interpretativas. Somente assim, o problema será superado no Brasil.