Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 17/12/2020
O filme O menino que desbobriu o vento, mostra a realidade de um jovem africano que foi obrigado a deixar a escola para ajudar os pais na agricultura, pois comer -no momento- era mais importante que um diploma. Além dessa problemática, ainda existe uma precarização na educação pública, que não é de qualidade e também não se extende a toda a sociedade, o que gera -por exemplo- dificuldade em entender textos básicos.
A priori, a educação pública brasileira apresenta diversas falhas. Segundo Anísio Teixeira, só teremos uma sociedade democrática quando for construído uma máquina e essa máquina é a da escola pública de qualidade. Em comunidades rurais a educação muitas vezes não chega, o que impede o crescimento social daquelas comunidades e aumenta a estatística de analfanetos. Até mesmo nas grandes cidades, há precarização.
Dessa forma, percebe-se que pessoas analfabetas funcionais acabam sendo facilmente manipuláveis. Já que não são capazes de entender textos básicos e não tem o mínimo de repertório de leitura. Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke “O homem é uma tela em branco preenchida por experiências” ,logo, se não tem acesso a educação, não tem como preencher-se dos conhecimentos que a escola oferece. O filósofo prussiano, Immanuel Kant, confirma esse pensamento quando diz que “O homem é aquilo que a educação faz dele”.
Por fim, o MEC deve criar uma escola para adultos e idosos, oferecendo a eles as oportunidades que outrora não tiveram. Por consequência, haverá uma redução exponencial de analfabetos funcionais no território brasileiro, o que favorecerá a máquina da democracia, como espera Anísio Teixeira. E assim como o jovem africano do filme fez a água chegar em um tempo de seca através do conhecimento, que eles possam fazer diferença em suas comunidades, melhorando a qualidade de vida e o futuro dessas pessoas.