Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/12/2020

A Constituição Federal de 1988- documento jurídico mais importante do país- prevê em um dos seus artigos, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, o atual cenário do analfabetismo funcional impede que tal prerrogativa seja efetuada na prática. Diante disso, deve-se analisar quais motivos contribuem para a permanência da problemática no país.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a escassez de professores capacitados é uma das causas do problema. No filme “Sociedade dos poetas mortos” é contado a história de um professor que tenta de várias formas instigar nos seus alunos o desejo pela leitura e conhecimento. Fora do cinema, a ausência de ações que estimulam a criatividade e o pensamento crítico se faz presente nos dias atuais, contribuindo não só com a desmotivação dos estudantes em relação aos estudos, mas também para a ocorrência da evasão escolar.

Faz-se mister, ainda, salientar que a falta de incentivo a leitura é outra adversidade que corrobora para o agravamento do quadro. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar dos cidadãos. Nesse contexto, nota-se que existe uma ineficiência do poder público em relação a falta de acessibilidade a bibliotecas públicas, local onde muitas vezes possui uma carência de livros e baixa infraestrutura. Dessa forma, mesmo que o indivíduo possua a motivação para ler, não será possível por falta de alcance aos conteúdos.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. De forma análoga ao pensamento de Hobbes, cabe ao Estado em parceria com o Ministério da Educação promover mais projetos de incentivo à leitura por meio da criação de novas bibliotecas e ações junto as comunidades, como saraus e atividades de contação de histórias para que o cidadão adquira o hábito de leitura e desenvolva o seu senso crítico. Espera-se, com isso, que o benefício descrito na Constituição saia do papel e efetue-se na prática.