Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 30/12/2020

Em sua música “estudo errado”, Gabriel, o pensador, crítica um ensino obsoleto e ineficaz em que o aluno frequenta a escola, mas não adquire nenhum aprendizado. Certamente como no Brasil a alfabetização apresenta barreiras, esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de incentivo da família e do Estado quanto da evasão escolar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desse aspecto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que, segundo a constituição de 1988, é dever do Estado e da família a garantia da educação. Conquanto, tal prerrogativa não tem se refletido na prática, quando se observa o alto índice de analfabetismo no Brasil. O filme dos “poetas mortos” aponta um modelo ideal de profissional, que estimula o pensamento crítico e autônomo dos estudantes e os impulsiona a correr atrás dos objetivos nos estudos e na vida, porém a realidade mostra um professor que finge que ensina e um aluno que finge que aprende consequentemente com pais que não incentiva os filhos à leitura e a escrita. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a evasão escolar, como promotor do problema. Segundo dados do Ministério da Educação, a gravidez é responsável por 18% da evasão escolar entre meninas, dessa forma, elas se veem obrigadas a interromper o processo de estudo, como também a pesquisa mostra que do total de adolescentes que abandonou o ensino formal, 36,1% dos meninos declararam que o motivo foi a necessidade de trabalhar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a evasão escolar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Dessarte, com intuito de mitigar os desafios do processo de alfabetização no Brasil, com intuito de que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e em parceria com o Ministério da Cultura, será revertido em mais ações e projetos incentivando a leitura e a escrita, por meio de novas bibliotecas públicas e atividades extras nas escolas, para os alunos adquirir o hábito de estudar. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da alfabetização, e com a coletividade será possível reverter a situação de “estudo errado”, a qual se referiu Gabriel, o pensador.