Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Ratificada em 1988, a Constituição Cidadã, como forma de combater injustiças presentes durante a Ditadura Militar, assegura a educação ampla dos indivíduos. No entanto, é indubitável que tal proposta, na prática, é deturpada, tendo em vista o analfabetismo funcional no Brasil, que agrava a exlusão. Esse cenário nefasto revela um problema grave corroborado não só pela ineficácia dos métodos educativos, mas também pela segregação sociespacial. Perante isso, são necessárias alternativas em prol da devida instrução no Brasil.
Nesse sentido, é improtante destacar o retrógrado sistema didático. Nessa perspectiva, em sua obra “Reinventar a Escola”, a pedagoga Vera Maria Candau critica a rigidez da atual configuração escolar, a qual é incapaz de adaptar-se às demandas do corpo discente. Analogamente, é inquestionável que a diminuta modernização no método educativo brasileiro, que não supre qualitativamente a necessidade educacional por não acompanhar ativamente os educandos, suscita a marginalização pelo analfabetismo funcional e pela ineficácia da qualificação escolar - tendo em vista que, segundo divulgado pelo jornal da Record, cerca de 30% dos estudantes universitários são iletrados (incapazes de interpretar textos plenamente). Portanto, medidas que mitiguem a lacuna pedagogógica são precípuas.
Ademais, é necessário ressaltar o agravamento da exclusão entre indivíduos invisibilizados. Nesse viés, Carolina Maria de Jesus, a partir do seu relato em “Quarto de Despejo” narra sua realidade como autodidata na favela onde mora, o que contrasta com os demais moradores, cujo restrito letramento favorece abusos, já que desconhecem seus direitos. Sob essa óptica, é incontrovertível que a precariedade no acesso à instrução em áreas segregadas é preponderante para que negligências jurídicas tramitem, o que, por conseguinte, promove um ciclo de marginalização social. Logo, para assegurar o cumprimento da legislação, urge a qualitativa educação na periferia.
Dessarte, ante um sistema retrógrado e a exclusão social, é mormente uma transformação no ensino. Para isso, é fulcral que o Ministério da Educação promova uma erudição ampla e moderna. Isso deve ocorrer por intermédio da inclusão de medidas de acompanhamento pedagógico, as quais devem, além de fiscalizar o aprendizado estudantil, orientar constantemente o corpo docente acerca dos métodos utilizados e das formas incentivo à leitura crítica, com o fito de reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Assim, alcançar-se-á uma educação ampla capaz de dirimir as injustiças sociais, como proposto pela Magna Carta.