Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/12/2020

De acordo com a Costituição de 1988, todos os indivíduos têm direito ao acesso à educação, pois, tal benefício é essencial para o desenvolvimento intelectual humano. Entretanto, há falhas na garantia dessa regalia, visto que o analfabetismo funcional ainda é uma realidade brasileira e, possui, em muitos casos, raízes na desigualdade social e na evasão escolar. Dessa forma, avaliar essa problemática é crucial para desenvolver possíveis alternativas que mudem o panorama atual.

Antes de tudo, é válido destacar como a disparidade social contribui para o analfabetismo. Isso porque, o Brasil é considerado um país extenso, o que dificulta a efetivação de programas básicos de letramento em áreas, por exemplo, como o sertão nordestino. Diante disso, regiões mais distantes dos centros urbanizados que possuem mais possibilibidades de acesso à educação, são ambientes favoráveis para o distanciamento educacional. Posto que, não é comum em áreas tão afastadas, a presença de instituições de ensino. Consequentemente, os indivíduos que ali residem terão uma alfabetização precária ou até mesmo inexistente, de modo que a autonomia intelectual, baseada no esclarecimento das ideias por meio do conhecimento, defendida pelo filósofo Immanuel Kant, seja inviabilizada.Sendo assim, reverter essa situação é imprescindível para a alfabetização em todo o País.

Além disso, é relevante mencionar as consequências da evasão escolar no processo de ensino dos cidadãos brasileiros. Já que, é fato que no Brasil as oportunidades não são distribuídas equitativamente. diante dessa persperctiva, muitos alunos desfrutam de tempo e meios para obter a alfabetização, enquanto  outros precisam de recursos para sobreviver. Dessa forma, muitos estudantes, principalmente os mais pobres, saem da escola pela necessidade de trabalhar para garantir condições mínimas de vida. Dessa maneira, tal emblema vai de encontro à visão de equidade do filósofo Aristóteles, que consiste na ideia de fornecer a cada um aquilo que é necessário e, nesse caso, seria a disponibilidade equitativa de mecanismos para a alfabetização.

Diante desse cenário, é evidente que o analfabetismo funcional é uma realidade brasileira e, mudar esse quadro é fundamental. Para isso, o Ministério da Educação deve, com a ajuda de verbas federais, investir em programas de letramento em áreas mais distantes, como o sertão nordestino, por meio da construção de escolas e do contrato de profissionais com o intuito de promover a alfabetização não só no Nordeste, mas também para as demais regiões que carecem de ensino. Ademais, o Poder Executivo, através de políticas públicas como o Bolsa Escola, deve fornecer uma renda mínima para os alunos mais carentes até a conclusão de sua instrução básica educacional, com a finalidade de evitar a evasão escolar e efetivar o direito defendido pela Constituição Brasileira de 1988.