Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 17/12/2020

A Constituição de 1988 garante a todos o acesso à educação. Entretanto, esse direito vem sendo violado, uma vez que a porcentagem de cidadãos brasileiros que são analfabetos funcionais é preocupante. Esse cenário impede a plena utilização da carta magna brasileira e o avanço da coletividade, carecendo urgentemente de medidas que contornem essas circunstâncias. Tal situação retrógrada se deve tanto à educação infantil negligente quanto à passividade estatal.

Primeiramente, é necessário pontuar a falta de incentivo à leitura como causa do imbróglio. De acordo com Émile Durkheim, é na infância que os indivíduos adquirem os valores morais e éticos da sociedade em que se encontram. Nesse viés, o povo brasileiro não tem o hábito de buscar conhecimento devido à sua formação pedagógica negligenciada quanto ao aprendizado, dado que os hábitos e a visão de mundo são construídos nos primeiros anos de vida, através dos exemplos da escola e da família. Logo, percebe-se que essa conjuntura continuará a ser perpetuada se não houver mudanças na educação infantil.

Ademais, a inércia governamental também contribui para a perduração desse empecilho. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o respeito entre as pessoas de um corpo social. Contudo, o sistema político vem contrariando a teoria do filósofo, visto que grande parte da população não tem alcance à educação gratuita de qualidade. Esse fato é comprovado pela pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que mostrou que 11 milhões de pessoas no país acima dos 15 anos não sabem ler ou escrever. Devido contexto é um retrocesso nacional que deve ser combatido.

Portanto, ações precisam ser executadas para reverter o quadro atual. Cabe ao MEC promover o revigoramento no sistema educacional das creches por meio da disponibilização de verbas para que os menores usufruam de palestras, excursões e treinamentos a fim de aprimorar e valorizar o senso crítico das crianças. Assim sendo, o Governo irá garantir o direito à educação mencionado na Constituição, saindo de sua estagnação.