Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/12/2020

Segundo Mario Sérgio Cortella, filósofo e escritor brasileiro, um país se faz com homens e livros, entretanto, o Brasil ,em 2018, ainda possui 13 milhões de pessoas acima dos 15 anos que não consegue ler o lema da bandeira do próprio país. Nesse sentido, Cortella quis chamar a atenção para o número alarmante de analfabetos no Brasil, principalmente, dos analfabetos funcionais. Dessa forma, medidas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil terão que ser colocadas em prática urgentemente, como, a reparação do programa educacional e criação de oportunidades para inclusão desses iletrados.

A princípio, sabe-se que, de acordo com o Jornal da Record, quase metade da população brasileira não saber ler e escrever, uma vez que o Brasil ocupa o quinquagésimo terceiro lugar no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) entre os 65 países participantes, ou seja, a qualidade do ensino do país é extremamente baixa. Nessa perspectiva, é necessário, primeiramente, criar novas estratégias e materiais para educar os alunos, a exemplo, o aperfeiçoamento do curso de pedagogia para que os profissionais da educação possam saber aplicar na prática e aproveitar melhor seu tempo de aula. Ressalta-se que, segundo a revista Exame, apenas 20,7% das aulas é efetivamente sobre o quê ensinar, logo, é evidente que o tempo de aula é mal aproveitado pelo professor. Sendo assim, reunindo as melhores estratégias, a fim de reparar os métodos falhos utilizados ainda hoje, torna-se possível melhorar a qualidade da educação que corrobora para o combate ao analfabetismo funcional.

Ademais, 44% da população brasileira não possui o hábito da leitura, dados apresentados na pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro. Em virtude disso, é fato que a leitura e escrita possuem interdependência, assim, o hábito de ler é uma prática da minoria dos brasileiros, proporcionalmente, a capacidade de ler e escrever são também. Nesse contexto, essa deficiência ocorre pela falta de oportunidades apresentadas a essas pessoas, desse modo, a construção de bibliotecas públicas nas periferias funcionariam como incentivos a leitura no país, que poderão reverter esses indíces.

Torna-se evidente, portanto, que para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil é necessário uma reforma no sistema educacional brasileiro e a criação de programas que incentivem à leitura. Assim, cabe ao Ministério da Educação criar novas estratégias educativas, por meio da modificação da grade currícular dos cursos de pedagogia, a fim de que esse profissionais otimizem seu tempo em sala de aula e priorizem a passagem do conteúdo, como o Canadá já realiza com excelência. Além disso, é responsabilidade do Ministério Público criar projetos para a construção de novas bibliotecas em áreas periféricas para incluir a classe desfavorecida ao hábito de ler, que auxilia na apredizagem da escrita e leitura. Dessa forma, é possível reduzir os níveis de analfabetismo funcional no Brasil.