Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 17/12/2020

A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante no país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa, não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o número de analfabetos funcionais no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que busquem melhorias na educação fundamental das escolas públicas. Nesse sentido, é mister dizer que as escolas particulares têm apresentado um nível de ensino muito superior, desde as primeiras classes. Sendo assim, a parte da população que é mais vulnerável, mesmo pagando altos encargos tributários, não tem desfrutado do direito de ter seus filhos bem alfabetizados e com chances maiores de ingressos em uma universidade, ou no mercado de trabalho. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo John Locke, configura-se como violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos tenham educação de qualidade, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar (assinalar) que no Brasil não há incentivo suficiente a leitura na infância por parte da mídia que é uma das maiores ferramentas de formação de opinião. Por conta disso, desde pequenos os brasileiros ficam para traz no que diz respeito á leitura e interpretação de textos, quando comparados a países com maior IDH, Este fato, torna-se ainda mais claro ao perceber que só oito por cento dos brasileiros conseguem ter perfeito domínio da leitura e produção de textos, segundo o jornal da Record; visto que, grande parte da população não conta com um bom grau de leitura e interpretação de texto, logo, estabelece-se uma cultura que nega a importância de exercer tais tarefas, o que acaba perpetuando o problema no Brasil. Diante disso, para reduzir as taxas de analfabetismo funcional no país, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Congresso Nacional, por intermédio de leis, libere verbas para a construção de novas escolas e capacitação de profissionais que vão atuar na rede pública de educação promovendo á aplicação de provas, desenvolvendo clubes de leitura, aulas de literatura regional, visando com isso, melhorar (despertar) o interesse das crianças ema relação à literatura e aumentar o nível de alfabetização funcional desde os primeiros anos escolares, o que no futuro diminuirá o nível de analfabetos funcionais no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais educada, onde o Estado desempenha seu papel corretamente segundo a constituição de 1988.