Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/12/2020

Segundo o relatório de 2018 do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) que avaliou 79 países em matemática, ciência e leitura, o Brasil fica entre os 20 piores colocados. Isso significa que o país enfrenta problemas seríssimos em sua educação básica, incluindo altos níveis de evasão escolar e analfabetismo funcional, o que impacta diretamente na renda mensal do trabalhador e no acesso a determinados serviços e lugares. Assim, torna-se fundamental o debate acerca do tema bem como a busca por medidas que possam reduzi-las.

Primeiramente, o analfabetismo no Brasil está ligado diretamente a desigualdade social, a qual é um problema presente desde a época Colonial. Fatores como a escravidão, a falta de educação universal até 1823, a industrialização e o direcionamento de verbas localizado acentuaram as diferenças educacionais na população brasileira. Há muitos locais em que a infraestrutura dos ambientes de ensino é pífia ou inexistente e impede o  aprendizado ideal de todas as disciplinas. Pode-se, ainda, pontuar a carência de professores na rede pública para atender a demanda e a falta de preparo dos mesmos. Se não há quem ensine,  muito dificilmente o analfabeto funcional conseguirá se livrar de tal condição e ser uma pessoa verdadeiramente letrada sozinho.

Outrossim,  é importante destacar que, embora haja um Plano Nacional de Educação (PNE), pouco se tem feito para atingir as metas. Em 2019, por exemplo, foi atingido, segundo o IBGE, a taxa 6,6% de analfabetos absolutos entre a população de 15 anos ou mais, número este que deveria ter sido alcançado em 2015. Nesse ritmo, é bem difícil que a taxa seja zerada em 2024, como é previsto. Além disso, há o analfabetismo funcional, que atinge 38 milhões de pessoas no país. O volume dessa população é maior que quase todos os estados brasileiros, só perde para o total de residentes no Estado de São Paulo (44 milhões, aproximadamente).

Portanto, urge a necessidade da redução do quadro de analfabetismo por meio de medidas públicas. Convém ao Ministério da Educação propor reformas educativas, incluindo a melhoria dos níveis de alfabetização para jovens e adultos, com a criação de mais unidades EJA (escola para jovens e adultos); buscar o aumento de professores qualificados, afim de suprimir a lacuna existente, e criar projetos que ampliem a oferta de vagas em creches e pré-escolas dos municípios brasileiros, especialmente nas regiões mais carentes do serviço. Às ONGs, cabe a promoção da leitura, para que a prática da leitura seja incorporada no dia a dia da população brasileira.  Dessa forma, a problemática será reduzida consideravelmente.