Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/12/2020

A constituição brasileira, promulgada em 1988, garante em seu artigo sexto, uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito à educação, juntamente com todos os elementos que o permeiam. Entretento, embora seja uma garantia constitucional, o que se percebe é a não aplicação desse direito na prática, uma vez que ainda não há, na sociedade brasileira, reconhecimento acerca das alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no âmbito nacional, fazenda com que esse seja um problema que persiste enraizado. Diante disso, é notório que a negligência estatal e a alienação social agravam essa situação.

Nessa perspectiva, observa-se a instauração de um Estado negligente, que favorece a quebra da importância da alfabetização. Além disso, segundo o filósofo Jhon Locke, o Estado é responsável por garantir aos indivíduos o que é necessário para viver socialmente. Contudo, infelizmente, ele falhe no seu papel organizador, já que não oferece os subsídios necessários para a facilitação do acesso de grupos mais vulneráveis, como a parcela populacional que mora distante das cidades, no mundo educacional, visto que a maior parte da população que não conseguiu ser alfabetizada,segundo o Portal G1, são de baixa renda e residentes de zonas rurais.

Ademais, nota-se também que a falta de engajamento popular prorroga a problemática. Desse modo, segundo o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de um indivíduo determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Sob esse prisma, observa-se que por estarem imersos em uma outra realidade, a sociedade não percebe a gravidade que a falta de uma alfabetização adequada traz consigo. Como consequência, a invisibilização dessa questão dentro do corpo social impede a sua resolução na âmbito nacional. Dessa forma, a sociedade não consegue identificar os benefícios da educação e, consequentemente, da alfabetização na vida pessoal e profissonal dos cidadãos.

Portanto, torna-se necessário agir para que esse impasse seja mitigado. Destarte, o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração dos aspectos educacionais da nação, por meio de verbas públicas, deve investir em projetos que tenham como finalidade a construção de escolas em zonas rurais, para que, desde os ans iniciais so ensino fundamental, seja trabalhado o pensamento crítico das crianças, com o intuito de promover a sua construção social. Dessa maneira, o direito à educação, deturpado à população, será efetivado.