Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/12/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos, inclusive à educação. Por conseguinte, para efetivação de tal premissa, é imprescíndivel a manutenção de uma escola qualificada. Entretanto, os frequentes casos de analfabetismo funcional no Brasil demonstra que essa teoria não é exercida na prática. Nesse contexto, cabe analisar que a didática precária das redes escolares e a falta do hábito da leitura no cotidiano das pessoas são as causadoras do problema.
No que concerne à problemática, é notório que a deficiência do ensino público acentua a situação em questão. Nesse viés, consoante ao pensamento do francês Michel Foucault, as escolas são “Instituições de Sequestro”, uma vez que priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do cidadão. De maneira análoga, a teoria do sociólogo aplica-se à realidade brasileira, visto que os centros pedagógicos não abordam questões que desenvolvam, nos estudantes, um impulso ao hábito de exercitar e interpretar textos. Como consequência, a falta desse costume na rotina das pessoas gera, consequentemente dificuldade de entender e se expressar por meio de palavras em situações cotidianas.
Outrossim, cabe analisar que grande parcela da população não tem a prática de leitura constantemente, o que contribui com o problema. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro lê, em média, dois livros por ano e cerca de 30% dos indivíduos nunca compraram um livro. Em analogia, esses dados demonstram a precarização e o descaso, por parte dos cidadãos, com os benefícios que a leitura pode desenvolver, seja por meio do conhecimento adquirido, seja pelo aprimoramento do intelecto. Com efeito, o alto indíce de não-leitores e o analfabetismo funcional são imapasses que existem concomitantemente.
Urge, portanto, medidas para amenizar a situação em questão. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Poder Político, estimular o costume da leitura. Isso será feito por meio de um reformulação da didática, nos centros de ensino público e privado, que irá adotar a imprescíndivel prática de ler como uma disciplina escolar, a qual será exercitada e avaliada por professores especializados na área. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam reduzir o analfabetismo funcional na sociedade e promover uma educação prevista por Tomás de Aquino.