Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/12/2020
No seriado mexicano “Chaves”, o protagonista Chaves, um garoto pobre, possui dificuldade na interpretação de textos, em comparação aos seus amigos com renda maior. Nesse viés, a educação é um direito que todos os brasileiros têm, segundo a Constituição Cidadã, porém, há obstáculos que limitam essa democratização. Desse modo, destaca-se uma causa e a sua respectiva consequência: a falta de recursos financeiros nas famílias e, logo, o escasso incentivo ao hábito da decodificação de textos.
Em primeiro lugar, cabe destacar que, infelizmente, o ideal capitalista influencia no crescimento do analfabetismo. De acordo com o conceito de “Capital Cultural”, do filósofo francês Pierre Bourdieu, há maior probabilidade dos descendentes de um grupo de alto padrão conseguirem uma educação melhor, visto que a ajuda financeira os sustentam. Com isso, é fundamental democratizar o acesso a algumas atividades, como visitas aos museus, a fim de todas as camadas populares do Brasil adquirirem conhecimento e, assim, diminuir os índices de dificuldades na compreensão de textos e de imagens.
Por conseguinte, é importante ressaltar que as famílias com baixa renda possuem dificuldade no incentivo à leitura, por exemplo. Ainda segundo Bourdieu, em sua “Teoria do Habitus”, todos os costumes que são adquiridos desde o nascimento serão utilizados no futuro. Por isso, é essencial estimular a organização de ideias, com o fim de corroborar a argumentação e defesa desses grupos marginalizados e, com isso, garantir uma boa com um intelecto saudável.
Infere-se, portanto, que é necessário a busca por essas reivindicações. Destarte, é dever do Ministério da Educação criar o projeto “Alfacratização”, o qual irá, por meios de profissionais, realizar cursos de leitura e interpretação nas camadas carentes, a fim de fortalecer esses hábitos e, com isso, beneficiar as pessoas presente nessas regiões. Feito o proposto, é esperada a diminuição dos números de analfabetos no país e, assim, tornar a “Teoria do Habitus” de Pierre um pilar do projeto.