Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a edução de qualidade como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a necessidade alternativas para redução do analfabetismo funcional no Brasil,dificultando,deste modo, a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva,faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise,deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo funcional.Nesse sentido,é nótorio a ignorância governamental perante essa questão,sabendo que o mesmo não garante um ensino de qualidade,apresenta estruturas que não possuem a devida manunteção,além de apresentar um regime educacional ultrapassado em relação a outros países.Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis,como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o alto número de analfabetos funcionais como impulsionador.Segundo uma pesquisa realizada pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), sinalizou que 86% dos entrevistados utilizam o WhatsApp, e 72%, o Facebook.Diante de tal exposto, é imprescindível a atuação governamental no âmbito atual,sabendo que a baixa qualidade de ensino juntamente com o baixo nível de profissionalização está proporcionando consequências em diversas áreas, como é o caso da divulgação de fake news através dessa população,a qual apresenta baixo índice de interpretação e gramática.Logo,é inadmissível que esse cenário continue a perdura,a necessidade de mudanças é imprescindível.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio da estipulação de um programa que influencie a entrada de grandes livros nas escolas públicas, esses livros devem entrar de fácil acesso para todos os alunos a fim de influenciar maior curiosidade dos alunos pelo contéudo e maior desenvoltura da interpretação textual.Assim se consolidará uma sociedade mais qualificada,onde o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’,tal como afirma John Locke.