Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/12/2020

“Eu rezo todo santo dia / Por uma revolução”. Esse trecho da canção de 4 non blondes. chamada “What’s up?”, faz menção ao anseio de revolução. Tal palavra vem do latim “revolutionare”, que significa “mudança abrupta e necessária”. Dito isso, o alto índice de analfabetismo no Brasil precisa de uma revolução. Isso se deve pela falta de engajamento e oportunidades que contribui para a marginalização desse público. Dessa forma, torna-se imprescindível a análise da problemática a fim de atenuá-la.

A princípio, deve-se observar a formação e a dinâmica do espaço geográfico ao longo do tempo. Nessa perspectiva, regiões como Norte e Nordeste, majoritariamente afetadas pelo analfabetismo, sempre apresentaram dificuldades no controle do índice, pois grande parte de sua população veio do campo ou demandaram para outras locais sem estudo. Desse modo, o acesso à educação nessas famílias se tornou restrito e limitado, uma vez que, além da precariedade de recursos educacionais, também associa-se a cultura de negligência de engajamento estudantil. Exposto isso, tais fatores reverberam até atualmente, demonstrando ser grandes obstáculos na resolução dessa mazela. Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas de ampliação do acesso e estímulo educacional.

Consequentemente, a falta de estudo e oportunidades direcionadas a analfabetos causam a marginalização e preconceito, que, por sua vez, dificultam e agravam a mazela social. Nesse ínterim, de acordo com a teoria das classes sociais de Karl Marx, a falta de especialização e senso crítico colabora para que esses indivíduos tendam à alienação e despreparo para sociedades capitalistas. A partir disso, é possível observar, atualmente, no capitalismo brasileiro a marginalização, além de contribuir para o aumento do nível de desemprego. Sendo assim, tais complicações reforçam o planejamento de medidas de inclusão dessas pessoas na educação e sociedade brasileira.

É preciso, portanto, haver planos direcionados a essa população, para garantir o bem estar e evitar mais complicações. Para isso, é necessário haver um balanceio de dados, com auxílio do IBGE, a fim de identificar as regiões mais afetas pelo analfabetismo, a partir de pesquisas já encontradas pelo órgão. Posteriormente, com uma parceria entre o MEC e o poder Executivo, inserir escolas com professores e pedagogos, com a função de ir, periodicamente, às famílias e estimular o engajamento estudantil, de forma consciente e lúdica. Além disso, os mesmos órgãos devem ampliar a identificação e oferecimento de recursos necessários, como materiais e transporte, com a finalidade de garantir a acessibilidade e aparato para sanar o impasse social. Assim, com tais medidas, o analfabetismo nacional terá uma “revolutionare”, a qual tanto precisa.