Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 09/01/2021

A partir da segunda metade do século XX, na medida em que a população das cidades ia superando as do campo, o Brasil assistiu à gradativa redução de suas taxas de analfabetismo, graças à programas do Governo nesse ponto. Entretanto, surge nesse contexto a necessidade de se discutir “alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no país” - que é quando o indivíduo, mesmo tendo leitura, não consegue interpretar tais infomações -, a partir da causa de sua manutenção - a inação das autoridades competentes -, e suas consequências para o bem comum.

Num primeiro aspecto, é necessário evidenciar a causa do problema, que está ligada à inércia do poder público em relação à questão. Se, no passado, como supracitado, o Estado lançou mão de estratégias para reduzir o analfabetismo, no contexto atual nota-se a falta de ações para mitigar o analfabetismo funcional, como por exemplo a de adaptar a educação às novas mídias, como redes sociais. Prova disso é que, segundo pesquisa do Indicador de Analfabetismo Funcional, Inaf, os 30% de analfabetos funcionais do Brasil ajudam na proliferação de notícias falsas nas redes digitais. Desse modo, é preciso que o Governo tome medidas nesse sentido, com o objetivo de atenuar tal impasse.

Outrossim, é imprescindível salientar as consequências da presença do analfabetismo funcional na sociedade, principalmente na âmbito da cidadania. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, o esclacimento do ser humano nada mais é do que a capacidade desse de pensar por si próprio. Com isso, com a presença do analfabetismo funcional a participação popular dos indivíduos será prejudicada, posto que, numa democracia, é essencial para o sujeito a autonomia e criticidade, fazendo-se necessário, dessa maneira, diligências a serem realizadas.

Portanto, providências devem ser feitas a fim de resolver a problemática do analfabetismo funcional no Brasil. É necessário que o Ministério da Educação crie um projeto de extensão de ensino, voltado tanto para jovens no ensino médio de escolas públicas e privadas, quanto para a sociedade civil. Tal projeto deve conter intervenções, através de aulas, palestras, vídeos, oficinas de checagem de notícias falsas e debates, com o objetivo de formar os cidadãos para a assimilação, compreensão e argumentação de questões da vida pública. É necessário, também, que o Congresso Nacional, através do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, promova palestras nas suas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, com a finalidade de formar cidadãos acerca da participação democrática, além de oficinas de elucidação do texto constitucional, visando facilitar a leitura das Leis e o entendimento de todos. Por conseguinte, à luz da expansão da educação no século passado, conseguiremos, no atual, superar mais um desafio.