Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise do crescente número de analfabetos funcionais na sociedade brasileira, visto que a comunidade ignora hábitos de leitura e prática de exercícios cognitivos, desfazendo o mito de que esse problema estaria intrinsecamente relacionado à baixa escolaridade. Diante disso, é importante salientar a respeito desses empecilhos na sociedade vigente.

Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos estabelecidos, ensino superior e formação intelectual, sofre uma periferização social. Assim, diante da visão de Lévi-Strauss, nota-se que as pessoas passaram à aderir hábitos que prejudicam a literacia social, o que impossibilita que toda a população compreenda o básico necessário para funções aritméticas e leituras do cotidiano. Fato esse, é observado em momentos de descontração em páginas de internet, nas quais, o usuário utiliza-se de um vocabulário errôneo gramaticalmente, evidenciando, portanto, o crescente analfabetismo funcional.

Em segundo plano, é importante salientar que a tecnologia tornou o acesso à informação uma ação de difícil pauta, já que as pessoas tornaram a relação com a tecnologia algo viril e superficial. Somado a esta questão, tem-se o descaso, do Ministério da Educação, com a educação, ao aprovar uma lei que proíbe a reprovação na alfabetização, em prol de uma colocação melhor ao maquiar o índice de desenvolvimento humano (IDH). De acordo com Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”, essas inexistentes para os analfabetos funcionais que não conseguem empregos que o remunere bem.Desta forma, prejudicando inclusive o desenvolvimento do país devido à falta de mão de obra qualificada.

Destarte, fica claro assim que ocorrer a erradicação do analfabetismo funcional, inúmeros esferas sociais serão beneficiadas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação invista em projetos na área educacional, melhorando a qualidade do sistema de ensino do país, a fim avaliar a capacitação dos alunos e evitar o aumento do índice de analfabetismo funcional. Assim, o país livrar-se-á desse problema que impede a literacia da população.