Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A constituição federal de 1988,documento jurídico mais importante do país,prevê em seu artigo 6º o direito a educação de qualidade como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto,tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a necessidade de alternativas para redução do analfabetismo funcional no Brasil,dificultando,deste modo,a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva,faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise,deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo funcional.Nesse sentido,é explícito a ignorância governamental perante essa questão,sabendo que o mesmo não garante um ensino de qualidade,apresenta estruturas que não possuem a devida manuntenção,além de apresentar um regime educacional ultrapassado em relação a outros países. Essa conjuntura,segundo as ideias do filosófo contratualista John Locke,configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’,já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis,como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais,é fundamental apontar o alto número de analfabetos funcionais como impulsionador.Uma pesquisa realizada pelo Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), sinalizou que 86% dos entrevistados utilizam o Whatsapp, e 72% o Facebook.Diante de tal exposto,é imprescindível a atuação governamental no âmbito atual,sabendo que a baixa qualidade de ensino juntamente com o baixo nível profissionalizante está proporcionando consequências em diversas áreas,como é o caso da divulgação de fake news através desse grupo, o qual apresenta baixo índice de interpretação e gramática,dificultando a identificação de notícias verdadeiras.Logo,é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se,portanto, a necessidade de se combater esses óbstaculos.Para isso,é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio da estipulação de um programa que influencie a entrada de livros clássicos na grade curricular de escolas públicas,esses livros devem ser garantidos de fácil acesso para todos os alunos a fim de influenciar maior curiosidade dos alunos pelo contéudo e maior desenvoltura da interpretação textual.Assim se consolidará uma sociedade mais qualificada,onde o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’,tal como afirma John Locke.