Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/12/2020
Definida como a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples, o analfabetismo funcional é a condição que define pessoas que só conseguem decodificar, minimamente, letras, frases isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação de textos. Em vista disso, ele é muito presente na sociedade brasileira, sendo inadimissível a persistência dele em um país continental como o Brasil. Portanto, a educação precária e a falta do incentivo à leitura são os principais problemas em torno desse tema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, no Brasil, a educação é negligenciada pelas autoridades. Dessa maneira, o analfabestismo funcional é uma consequência direta desse fato. Nesse sentido, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 35% dos brasileiros com 25 anos ou mais não completaram o ensino fundamental, os dados são mais alarmantes se a comparação for feita no ensino médio, na qual mais de 50% não o concluiram. Sendo assim, com grande parte dos indivíduos não tendo o nível de escolaridade considerado bom, o resultado é o crescimento do analfabetismo funcional no Brasil, cenário insustentável dentro de uma sociedade do século XXI. Então, é necessário uma mudança.
Em segundo lugar, é importante destacar a falta de incentivo à leitura no Brasil. Dessa forma, boa parte da população tem grandes dificuldades na interpretação de textos. Em vista disso, o filósofo John Locke defendia que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e que uma boa educação pode estimular o pensamento racional. Assim, com a literatura não sendo incentivada desde cedo, sem o estimulo da mente, a tedência é que o analfabetismo funcional mantenha-se na sociedade, afetando brasileiros de todas as idades, sexos e classes sociais, realidade que não pode ser tolerada em uma país com tamaha importância como o Brasil. Em suma, é mister que leitura seja incentivada desde criança.
Logo, são necessárias alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Portanto, urge que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, invista na construção de escolas em áreas com alta evasão escolar, como favelas e regiões interioraneas , para que todos tenham o acesso à boa educação, haja visto que isso ajudará a ocorrer uma reformulação nesse cenário. Também é mister que o Estado, em parceria da mídia, por meio de palestras e oficinas, incentive a leitura através de literaturas simples e acessíveis, como O Pequeno Príncipe e histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, para que as pessoas interessem-se cada vez mais ppor ela. Destarte, o analfabetismo funcional não seria um problema no Brasil.