Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus pilares o direito à educação para todos, tendo em vista a importância dessa concessão para o pleno desenvolvimento do indivíduo. Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, o analfabetismo funcional é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para a resolução desse problema. Dessa forma, o impasse está diretamente relacionado à falta de investimentos governamentais e à carência de um hábito de leitura por parte da população.

Em primeira análise, é indubitável o papel da falta de intervenção estatal na perpetuação desse problema. Segundo o economista John Maynard Keynes, é dever do Estado garantir o bem-estar social para a sua população, sendo o direito à educação de extrema importância, dado o seu protagonismo na redução das desigualdades do país. Sob tal ótica, pode-se afirmar que uma plena formação educacional de sua população não é uma prioridade do governo brasileiro, tendo em vista o fato de que mais de 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais, segundo dados do Indicador de Analfabetismo Funcional ( INAF), aprofundando as desigualdades no país.

Em segunda análise, é válido salientar a carência de um hábito de leitura por parte dos brasileiros.  De acordo com o Instituto Pró-Livro, apenas metade dos brasileiros possuem o hábito de ler, e cerca de 70% nunca comprou um livro em toda sua vida. Seguindo essa linha de pensamento, pode-se constatar que a falta de uma cultura de leitura na população brasileira é um dos grandes fatores contribuintes para a dificuldade na interpretação de textos, explicando a existência das altas taxas de analfabetismo funcional no Brasil.

Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para combater essa problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, desenvolva campanhas de conscientização sobre a importância do hábito de leitura e aumente o acesso aos livros pela população de baixa renda, com o objetivo de fomentar esse essencial hábito na população, diminuindo as graves estatísticas sobre esse tipo de analfabetismo. Só assim, essa importante conquista da Carta Magna de 1988, o direito à educação, sera cumprida, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.