Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/12/2020
Inspirada pelo positivismo de Augusto Comte, a inscrição da bandeira nacional brasileira sugere que o progresso só é conquistado mediante o estabelecimento da ordem. Todavia o caos promovido pelo analfabetismo total e funcional impede que a educação temático progrida no Brasil, pois o país está entre os piores colocados no ranking do Programa Internacional de Avaliação Estudantil (PISA), organizado pela OCDE. Este grave problema decorre, principalmente, da ineficiência estatal e da falta de mobilização da sociedade civil.
A princípio, nota-se a negligência da população com relação à educação básica, o que se configura como um fato social. Este conceito, criado pelo sociólogo francês Émile Durkheim, afirma que valores exteriores e gerais se impõem sobre o sujeito de modo coercitivo e moldam seu comportamento. Nesse viés, a ausência de movimentos sociais e mobilizações coletivas que visem a melhoria sistema educacional desestimula os indivíduos na busca por soluções. Como consequência dessa inação, o Brasil tem 11,3 milhões de analfabetos, sendo que 6,8% das pessoas acima dos 15 anos estão nessa condição.
Destaca-se, ainda, a ineficiência estatal no enfrentamento do problema. Segundo a teoria do “Contrato Social”, do filósofo inglês John Locke, o Estado tem a função de suprir todas as necessidades básicas da população, como o acesso à educação de qualidade. No entanto há uma violação desse contrato no Brasil, haja vista a fragilidade das políticas públicas que garantam esse direito no país. Esse cenário reforça a posição do Brasil entre os piores do mundo no setor, e demanda intervenções.
Portanto, é preciso que o Estado e a população ajam para combater as causas supracitadas. Nesse sentido, as empresas de rádio, TV e mídias digitais — devido a sua grande influência na sociedade — devem pôr em pauta o os desafios da alfabetização no Brasil, por meio do jornalismo e de obras de ficção engajadas (como novelas, filmes e seriados), a fim de fomentar movimentos sociais que atuem na solução do problema. Além disso, cabe ao Poder Legislativo aprimorar leis na área da educação, inspirando-se nas melhores experiências internacionais. Tais medidas restabelecerão a ordem necessária para o progresso do país.