Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/12/2020
No livro Desafios da Nação, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura atual, o problema do analfabetismo funcional o Brasil. Nesse contexto, a partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só a inoperância governamental, mas também a lacuna educacional.
Em primeiro plano, a negligência do governo é o principal responsável por esse imbróglio. Segundo Hannah Arendt, em ‘‘A Banalidade do Mal’’, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. De maneira análoga, a inoperância do poder público encaixar-se nessa linha de pensamento, pois o Estado falha em busca de assegurar os direitos básicos como uma educação infantil eficiente e, posteriormente, uma promoção e incentivo para aqueles que se sentem prejudicados devido um fraco ensino, retornarem novamente aos estudos. Dessa forma o estado encara o analfabetismo funcional como uma normalidade e, prova disso, 30% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, confrome a pesquisa feita pelo o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf).
Outrossim, a lacuna educacional perpetua essa mazela. De acordo com a teórica Vera Maria Candau, o modelo de escola atual não oferece propostas significativas para as exigências contemporâneas. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relacionados a interpretação de textos e operações matemáticas desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista voltado só para decoração de conteúdo, diminuindo o contato do estudante sobre a importância de estudar essas matérias para tarefas do cotidiano - que possibilita uma vida mais autônoma - e o exercício pleno da cidadania crítica. Por consequência, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos e negligência os problemas que o analfabetismo funcional pode causar para o país.
Portanto, é necessário que o Governo federal, amplie o Plano Nacional de Leitura, visando à democratização da alfabetização e do acesso ao livro para o desenvolvimento do país. Tal feito será assegurado por meio de bibliotecas itinerantes que desenvolvam projetos de incentivo ao retorno dos cidadãos prejudicados a práticas da leitura, a fim elevar as habilidades e competência interpretativa proporcionando a consciência crítica enquanto cidadão leitor. Além disso, o Ministério da Educação, deve qualificar professores do ensino infantil, visando sanar as deficiências comprometedoras no ensino básico, voltando sua metodologia a para um aumento na capacidade e analise de vários tipos de textos. Logo, a aplicação dessas medidas será capaz de superar os desafios da nação inerentes ao analfabetismo funcional.