Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/12/2020
A Constituição Federal de 1988 - promulgada com base nos direitos humanos - estabeleceu uma importante norma para a vida social: o direito à educação. Entretanto, a existência de analfabetos funcionais no Brasil demonstra que esse direito não está sendo efetivado com qualidade. Ademais, a causa dessa condição é as escolas serem pouco valorizadas e, com isso, o índice de notícias falsas espalhadas pelas redes sociais tende a aumentar.
Diante desse cenário, é essencial um ensino de qualidade para um bom exercício da cidadania. Nesse viés, Paulo Freire - escritor brasileiro - alega que a educação amplia o intelecto do indivíduo e é o único mecanismo capaz de evitar que ele sofra opressão pela sociedade. Todavia, quando a qualidade do ensino é precária, resulta-se em pessoas com diploma, porém sem conhecimento; o que poderá levar o cidadão a ser oprimido pela coletividade, como adverte Freire. Assim, é indispensável valorizar as escolas para reduzir essa lamentável condição: o analfabetismo funcional no país.
Outrossim, a internet possui acesso livre e, por conta disso, pessoas com diferentes formações conseguem acessá-la. A esse respeito, uma pesquisa realizada pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) revelou que 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais e que grande parte possui acesso às redes sociais. Dessa forma, por possuírem pouca capacidade analítica, não conseguem averiguar a veracidade das informações e, consequentemente, colaboram para a proliferação das “Fake News” - notícias inverídicas. Logo, enquanto uma parcela dos usuários não aprimorarem a capacidade analítica, as notícias falsas continuarão a se espalhar.
Portanto, constata-se que valorizar a qualidade de ensino é fundamental para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de parcerias com as Secretarias da Educação, promover provas para averiguar a capacidade analítica dos alunos e fiscalizar a qualidade de ensino ofertada em cada instituição. Além disso, essas provas deverão ser realizadas anualmente e com a porcentagem estimada acima de 60% da nota total. Dessa maneira, o direito constitucional será devidamente assegurado com excelência.