Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/12/2020
O iluminismo efetivou a sua tese de que uma população só avança quando um se comove com a adversidade do outro. No entanto, quanto se observa os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, nota-se que esse ideal é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, seja pelos altos índices de analfabetismo, seja pela carência de políticas públicas. Nessa perspectiva, convém a análise das consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a não execução da Constituição estejam entre as causas desse impasse. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política foi criada para que por intermédio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Congruente a isso, é possível perceber que o aumento dos índices de analfabetismo é causado pela falta de investimentos e compromisso do Estado para garantir a igualdade e bem-estar previsto na Carta Magna, artigo 5°. Logo, a inação do Estado contribui significativamente para a persistência do analfabetismo no Brasil sendo a transgressão estatal a responsável.
Além disso, deve-se ressaltar que a carência de políticas públicas no combate à persistência do analfabetismo. Nesse viés, a inação do Estado somado a dificuldade de acesso à educação para todos. Essa conjuntura, de acordo com a opinião do filósofo John Locke, configura -se como uma “violação do contrato social, pois, o Governo não cumpre a sua função de garantir os direitos imprescindíveis aos cidadãos, como por exemplo, o direito a igualdade. Por fim, medidas são necessárias para mitigar esse quadro caótico.
Logo, é notório que ainda há entraves na construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, deve, por meio de subsídios, promover palestras para as populações que somam um número significativo de não alfabetizados, como, por exemplo, as minorias , com a finalidade de demonstrar a importância da alfabetização. Para que os ideais iluministas sejam, de fato, executados no corpo social.