Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Analfabestismo Funcional no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da Insuficiência do Poder Público, quanto da falta de conhecimento dos pais, a respeito da sua importância durante o proceso de aprendizagem de seus filhos. Diante dessa perspectiva, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A princípio, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a persistência do Analfabetismo Funcional no Brasil. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, pois na realidade, o acesso à educação de qualidade não é um direito assegurado a todos os brasileiros. Visto que muitas escolas educam os alunos apenas com conhecimentos conteudistas, não despertanto o pensamento crítico dos alunos. Sendo assim, o estudante não consegue aplicar em atividades cotidianas o que lhe é ensinado em sala de aula.

Além disso, os pais apresentam papel considerável na problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Sob esse viés, muitos responsáveis não são leitores e, dessa forma, não incentivam seus filhos a praticarem esse hábito. Consequentemente, a família não complementa a educação que deveria ser oferecida em sala de aula. Desse modo, muitos jovens crescem apenas com o conhecimento básico das áreas de conhecimento, muitas vezes não conseguindo realizar cálculos aritméticos simples ou  ao menos interpretar um texto de forma correta.

Sendo assim, para superar o Analfabetismo Funcional no Brasil, o Ministério da Educação deve oferecer cursos que capacitem devidamente os professores, instruindo-lhes a estimular o pensamento interpretativo e crítico dos alunos. Por sua vez, as instituições de ensino, por intermédio de palestras e de debates com os responsáveis, devem deixar claro a importância do acompanhamento dos pais no processo de formação escolar dos filhos e do incentivo à leitura, para que os pais possam dar a atenção necessária. Ademais, as prefeituras municipais devem ampliar as bibliotecas públicas voltadas a toda população, a fim de incentivar o interesse pela leitura. Assim, intervindo no problema.