Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Os analfabetos funcionais, pessoas com limitações de interpretação textual, correspondem a 30% da população brasileira. Tal característica, presente em grande parcela populacional, compromete o senso crítico do cidadão e ainda suas habilidades intelectuais. Tudo isso, por causa da falta de atenções necessárias do Estado para essa causa e fraco hábito de leitura do brasileiro, que também intensifica os índices de analfabetismo funcional. Assim, percebe-se que ações governamentais, visando diminuir o atraso intelectual do país, são imprescindíveis para obter uma sociedade mais capacitada.
Primeiramente é válido ressaltar para o fraco desempenho das escolas públicas do país, já que, 86% dos jovens brasileiros dependem desas instituições. Porém, as suas porcentagens educacionais são baixíssimas, segundo o site do próprio Ministério da Educação, o aprendizado dos alunos de ensino médio , em portugês, gira em torno de 24%. O baixo índice de jovens com qualificações necessárias em sua própria língua materna afunda o país no analfabetismo funcional enquanto torna-o responsável pelo aumento de trabalhadores sem as capacidades requisitadas para o mercado de trabalho atual, que são: comunicação, habilidade e obviamente a interpretação textual de todo tipo. Sendo assim, deixa-se evidente a importância de uma boa base educacional, que deve ser oferecida pelo Estado.
Segundamente, a falta de leitura na cultura brasileira deve ser levada em consideração, uma vez que os livros são os principais meios de formação de pensamento, senso crítico e principalmente compreensão de texto. Pois, países como a China, exemplo de nação super desenvolvida , estão, segundo a revista “super interessante”, entre os que mais leem no mundo, o que apenas comprova a extrema importância da leitura na formação de uma nação. Por isso torna-se necessário incitar na população brasileira esse desejo pela leitura, o que, consequentemente, diminuirá os altos índices de analfabetismo funcional e alavancará o desenvolvimento do país.
Em síntese, entende-se que esta problemática abrange de educação à hábitos culturais, mas que ambos devem sofrer mudanças para que o país possa ter cidadãos mais capcitados. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de acordos com o Sistema Executivo, mudar a grade curricular das escolas do país. A qual, deverá possuir aulas mais aprofundadas em interpretação e raciocínio lógico que incitem a mente pensante do estudante. Além de que, o MEC também deverá implementar na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a disciplina de leitura em todas as séries escolares. E assim, o país que antes possuía quase 50% de analfabetos funcionais poderá diminuir drasticamente seus índices e se tornar uma nação de intelectuais.