Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 04/01/2021
A Constituição Federal de 1988 -documento jurídico mais importante do país- prevê em um dos seus artigos, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, o atual cenário do analfabetismo funcional impede que tal prerrogativa seja efetuada na prática. Diante disso, deve-se analisar quais motivos contribuem para a permanência da problemática no país.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a escassez de professores capacitados é uma das causas do problema. No filme “Sociedade dos poetas mortos”, por exemplo, é narrada a história de um professor que tenta de várias formas instigar nos seus alunos o desejo pela leitura e conhecimento. Paralelamente, a realidade atual apresenta uma déficit na disponibilização de profissionais que estão dispostos a transmitirem seu conhecimento de forma eficiente. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Além disso, a falta de incentivo à leitura é outra adversidade que corrobora para o agravamento do quadro. Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar dos cidadãos. Nesse contexto, nota-se que existe uma ineficiência do poder público em relação à falta de acessibilidade a bibliotecas públicas, ocasionada principalmente pela carência de investimentos. Assim, fica claro que tal negligência está causando muitas consequências para a minoria em questão.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para reduzir o analfabetismo funcional, urge que o Ministério da Educação -órgão do Governo Federal responsável pelos assuntos relacionados á educação no Brasil- promova, por meio de investimentos estatais, a criação de novas bibliotecas que inclua saraus e atividades de contação de histórias junto à comunidade. Espera-se, com isso, que o benefício descrito na Constituição saia do papel e efetue-se na prática.