Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/12/2020
A Constituição Federal, promulgada em 1988, assegura a todos os indivíduos direito à educação e ao bem estar social. Conquanto, no Brasil, o cenário do analfabetismo se apresenta estiolado, o que contribui para que a realidade onírica dessa legislação não seja efetivada por completo. Nessa perspectiva, esse panorama obnóxio é fruto tanto da ausência de políticas governamentais quanto da má distribuição de renda no território brasileiro.
A priori, é fulcral apontar o descaso governamental como impulsionador do problema. Evidenciando esse fato, o pensador iluminista Thomas Hobbes, afirma que: “O Estado é responsável por garantir o bem-estar social”. Logo, a manutenção e o asseguramento de todas as necessidades básicas de um indivíduo é função estatal. Entretanto, esse dever não é exercido no Brasil. Devido à ausência de políticas públicas, o analfabetismo se solidifica nas raízes da sociedade brasileira. Por conseguinte, os cidadãos que não tiveram oportunidade da alfabetização tornam-se pessoas totalmente dependentes.
Ademais, é indubitável ressaltar a construção histórico-cultural brasileira como grande influenciadora desse empecilho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os estados que possuem menor índice de alfabetização estão situados no norte e no nordeste. Neste sentido, é fundamental compreender que a falta de recurso está inteiramente conectada a esse baixo índice. Sendo assim, as regiões mais pobres sofrem com esse descaso estatal no que concerne à educação assegurada na lei.
Portanto, depreende-se a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de verbas estatais, crie um programa popular com o objetivo de fornecer educação para todos. Esse projeto atuará nas comunidades carentes, ministrando aulas totalmente gratuitas. Essa medida ajudará a aumentar a taxa de alfabetização do país. Dessa forma, assim como pensava Thommas Hobbes, o Estado conseguirá garantir o bem-estar social.