Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/12/2020
Na obra modernista, “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é retratado de maneira crítica a realidade brasileira que se permanece presente até os dias atuais. No livro, o Fabiano, personagem da narrativa é descrito como um homem analfabeto, ignorante e animalizado. Fora da ficção, o analfabetismo contemporâneo é classificado como analfabetismo funcional, ou seja, o indivíduo tem a capacidade de reconhecer números ou letras mas possui dificuldade em realizar atividades mais complexas. Diante dessa perspectiva, a negligência estatal junto a base educacional defazada são um grave problema.
Em primeiro plano, ocorre um déficit no sistema educacional brasileiro. De acordo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sob essa lógica, quando as escolas não possuem infraestrutura, professores qualificados tampouco incentivo a leitura a tendência é que a instituição não cumpra sua função social de letrar a população de maneira efetiva. Por conseguinte, os alunos encontrão barreiras ao longo de suas vidas na compreensão de diferentes textos e informações.
Outrossim, o governo negligência medidas e ficazes para o combate do analfabetismo funcional desde o período coronealista. Ainda na República Velha, o voto era proibido para analfabetos, e com isso grandes coronéis utilizavam de documentos falsos que permitiam que os não-letrados votassem ao seu favor. Assim, é possível perceber que essas pessoas se tornam alvos fáceis de manipulação, que hordienalmente sofrem com golpes e estelionatos noticiados frequentemente em jornais. Além disso, essa parcela da sociedade pela falta de capacitação ocupam cargos desvalorizados e menos remunerados.
Depreende-se, portanto, a relevância do combate do analfabetismo funcional. Logo, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Para que os futuros cidadãos sejam letrados corretamente, urge que o Mistério da Educação em conjunto com o Ministério da Economia façam investimentos na rede de ensino básico por meio da qualificação de professores e reformas nas instituições. A fim de que, os educados tenha o ensino completo. Ademais, a escola como centro de conhecimento deve promover rodas de conversas, para incentivar a leitura de interpretação de livros, jornais e notícias. Dessa forma, o universo literário escrito por Graciliano Ramos fique somente na ficção.