Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 02/01/2021

Immanuel Kant afirmou que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Ao analisarmos, a partir desse pensamento, a existência do analfabetismo funcional no Brasil, verificamos que esse é um obstáculo que impede o desenvolvimento pessoal e profissional de seus cidadãos e ainda carece de alternativas orientadas à sua redução.

O analfabetismo funcional caracteriza-se pela incapacidade de compreensão de textos simples e resolução de operações matemáticas elementares. Essa condição, que, segundo últimos dados divulgados pelo Indicador de Analfabestimo Funcional (INAF) em 2018, afeta cerca de 29 % da população brasileira entre 15 e 64 anos advém de formações intelectuais insuficientes, ainda na escola básica. A ausência do emprego de estímulos adequados à interpretação de conteúdos gera prejuízos à capacidade de raciocínio e desincentiva a dedicação aos estudos.

Podemos considerar como impecílio à resolução dessa mazela o atual modelo engessado de ensino utilizado em abundância nas escolas que, preocupa-se demasiadamente com a aplicação de matérias em série em detrimento da qualidade de aprendizagem de seus indivíduos participantes, acabando esses por desenvolverem-se aquém de que poderiam na sociedade onde vivem por consequência da limitação cognitiva a que foram submetidos.

Necessitamos, portanto, da ampliação por parte do Ministério da Educação (MEC) do número de bolsas destinadas a projetos de extensão a professores dispostos a trabalhar o aprofundamento cognitivo de seus alunos, bem como gerar incentivos às escolas por meio da criação de materiais complementares para que essas, por sua vez, possuam uma base sólida apta a fornecer o adquado suporte aos que precisam aprender e desenvolver-se.