Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Em 2019, o Programa Internacional de Avaliação de Aluno (Pisa) mostrou que o Brasil estagnou na 57° posição no ranking de leitura. Com a negligência por parte do Estado, esse índice só cai, o que faz do Brasil um dos países com mais analfabetismo funcional no mundo, e são necessárias políticas preventivas para conter esse óbice.
Em primeira análise, vale salientar que um povo sem educação e capacidade de compreensão dos fatos se torna uma população suscetível a todas as exigências do Estado e do sistema capitalista. Segundo o escritor português Antonio Lobo Antunes, um povo que lê nunca será um povo escravizado. Nesse sentido, é notável que há uma necessidade de ensino com pensamento crítico e cultural, a fim de conscientizar a população sobre sua importância na mudança social.
Ademais, como proposto pelo educador Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia, é necessário que o aluno tenha um ensino baseado no pensamento crítico e no entendimento. Nessa concepção, aprender a ler a escrever não é o suficiente para combater o analfabetismo funcional, é necessário que a sociedade desenvolva, por meio de políticas educacionais, a capacidade de sapiência, afinal, segundo a ativista Malala Yousafzai, “A educação é uma ferramenta de emancipação e possibilita a liberdade plena”.
Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática, então, cabe ao Ministério da Educação promover políticas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Com um investimento preventivo na área de ciências humanas, priorizar a contratação de profissionais que possam incentivar os alunos das escolas públicas e particulares a desenvolverem o pensamento crítico e compreensível, fazendo com que eles leiam e compreendam melhor o que lhes é mostrado. Além disso, promover campanhas de conscientização sobre a importância da compreensão da leitura nos veículos de comunicação e redes sociais, fazendo do Brasil uma pátria educadora.