Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Um movimento que surgiu durante o século XVIII, na Europa, e marcado pela ascensão de ideiais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade só progride quando os indivíduos mobilizam entre si. No entanto, nota-se esse ideario somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que o analfabetismo funcional ainda se configura um problema no Brasil. Então, torna-se fundamental o debate acerca da problemática a fim de resolução.
Sob esse prisma, evidencia-se que o atual sistema educacional mantém uma infraestrutura inadequada. Posto que, a grande quantidade de conteúdos a serem repassados aos alunos, durante sua vida escolar, torna o ensino-aprendizagem evasivo, não tendo a real absorção do conhecimento. Nesse contexto, uma parcela da população brasileira, apesar de possuir dado nível de escolaridade e diploma, não tem capacidade de interpretar textos simples, acarrentando em uma situação de analfabetismo funcional. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a mudança é desejável em todas as coisas. Destarte, é pertinente a reformulação dessa conjuntura.
Em consonância, é válido salientar que o processo de enzino-aprendizado é metódico, pois visa apenas a transmissão do conteúdo didático e não a real compreensão do estudante. Nesse viés, o aluno não é incentivado a estudar e aprender, ficando retido ao saber básico, como o alfabeto e os números cardinais, por exemplo. De acordo com o dramaturgo britânico Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Assim, entende-se que medidas exequíveis são extremamente necessárias.
Dessa forma, é perceptível que o analfabetismo funcional é consequência da defasada infraestrutura educacional brasileiral. Logo, é míster que o Ministério da Educação (MEC) - órgão do Governo Federal criado em 1932, após a chegada de Getúlio Vargas ao poder - reveja a lista de conteúdos ministrados em escolas, e retire o que não terá grande relevância durante a vida das pessoas, objetivando um maior aprofundamento de conhecimentos imprescindíveis aos alunos. Bem como, os Governos Estaduais, em parcerias público-privadas, busquem investimentos para a área da educação, visando a disponibilização de materiais adequados a novas dinâmicas em salas de aulas, como aparelhos tecnológicos, e capacitação de docentes para manuseá-los. Desse modo, captando a atenção do estudante e melhorando o processo ensino-aprendizagem, além de dar o primeiro passo rumo ao progresso descrito por Oscar Wilde.