Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/01/2021

A Constituição Federa, órgão de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, garante o acesso à educação. No entanto, uma parte da população se mostra distante da realidade assegurada pela norma constitucional, haja vista que uma parcela da sociedade não tem acesso à educação de qualidade. Entende-se que a desigualdade socioeconômica é o propulsor da problemática, segregando os analfabetos e analfabetos funcionais

Sob essa persepectiva, convém enfatizar o impacto da dessemelhança social na permanência de crianças e jovens adultos em instituições de ensino. Nesse sentido, de acordo com o Índice de Gini, o Brasil ocupa a 10° colocação no ranking das nações mais desiguais no mundo. Nessa lógica, a cruel disparidade força os estudantes de famílias carentes à evasão escolar, com o objetivo de contribuir com a renda familiar cada vez mais cedo. Dessa forma, uma parcela da sociedade brasileira é lesada pelo impedimento ao acesso à educação, resultando em uma formação de ensino incompleta, agravando o problema social.

Outrossim, in a “Alegoria da Caverna” do filósofo Platão retrata homens que vivem acorrentados em uma morada subterrânea, a qual, em função da luz, representa a ignorância dos seres aprisionados diante da infinidade de conhecimentos que o mundo exterior à caverna poderia dividir-los. Similarmente, uma população que não possui a formação completa de ensino se compara aos homens acorrentados à caverna, sendo oprimidos pela maioria e segregados pelo Estado.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo funcional no território nacional. Para tanto, o Governo deve investir nas regiões mais efetadas para proporcionar condições igualitárias. Ademais, compete ao Ministério da Educação introduzir debates entre as familias e o Estado, a fim de transformar a educação brasileira. Feito isso, o Brasil poderá, gradativamente, mudar o quadro exposto pelo Gini.