Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A obra “O grito”, de Edvard Munch, apresenta uma figura em profundo desespero. De maneira análoga, tal situação também pode ser observada no cotidiano de muito brasileiros, uma vez que parte do tecido social pode ser considerado analfabeto funcional, isto é, incapaz de interpretar textos e resolver cálculos básicos. A respeito disso, é lícito destacar o peso da passividade do Estado e da precariedade do ensino público sobre a problemática.

Cabe pontuar, em primeiro plano, que a Carta Magna de 1988 assegura a educação como direito essencial do homem. Entretanto, observando o cenário atual das instituições básicas de educação pública, é possível depreender que não há uma estrutura adequada  para a formação e  capacitação de um individuo. Diante disso, é possível ressaltar dados do Ministério da Educação que indicam que apenas 5% do PIB nacional é dedicado a educação dos cidadãos, configurando a responsabilidade do Estado sobre a problemática.

Ademais, segundo o líder do movimento Apartheid, Nelson Mandela, “E no problema da educação que se assenta o grande aperfeiçoamento da humanidade’’. Acerca disso, é indispensável salientar que sem uma sociedade igual em educação, é impossível alcançar o bem-estar social. Conquanto, de acordo com o Instituto Paulo Montenegro de 2014, um a cada 4 brasileiros podem ser considerado analfabeto funcional, o que restringe e desqualifica a vida pessoal e profissional de parte da população.

Torna-se evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para a resolução do impasse. Sendo assim, é necessário que o Estado invista na reestruturação das escolas públicas, modificando o currículo estudantil, inserindo aulas extra aos que  estão abaixo do esperado e fornecendo melhorias aos professores, já que é por meio deles que a educação ocorre. Para que assim, “O grito” seja apenas uma obra vanguardista.