Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Redução do analfabetismo funcional: de Sócrates a Howard Gardner

Diante do cenário social brasileiro, nota-se a necessidade de diminuir o analfabetismo funcional no país. Esse fato traz consigo duas alternativas socioculturais: a compreensão alfabética ligada à realidade e, a outra, o aprendizado menos conteudista - comprovando-se, então, a relevância de discutir o assunto abordado.

Dito isso, a educação é responsável por formar o sujeito em sua totalidade e, consequentemente, ela deve propiciar fundamentos que o levem a querer mudar e transformar seu contexto social em benefício próprio e, também, da sociedade. Sob tal ótica, de maneira análoga à Teoria das Inteligências Múltiplas - do psicólgo Howard Gardner - no qual as pessoas conseguem resolver problemas usando diferentes inteligências, através de distintas habilidades, os estímulos a autonomia e criticidade, advindos da alfabetização, devem, estar corelacionados à vida do indivíduo, de forma a ressaltar a importância do pensamento para além de uma sala de aula. Não obstante, o problema está nos poucos professores capacitados multidisciplinarmente, inclusive em áreas psicológicas comportamentais, para trabalharem as aptidões individuais desde a primeira infância.

Em segunda análise, o aprendizado escolar, simultâneo às vivências cotidianas, é mais envolvente, produzindo efeitos de formação emocional, de maneira à contribuir ao futuro de um cidadão alfabetizado funcionalmente. Nas escolas da atualidade, as disciplinas conteudistas não mais acrescentam numa formação sociocultural, sendo necessário, então, expandir o saber para além dos livros didáticos. Nessa lógica, ancrônico ao sistema educacional da Maiêutica - elaborado por Sócrates no século IV a.C - o aluno precisa responder perguntas, e não somente fazê-las, objetivando conclusões próprias acerca de determinado assunto. Porém, muitos pais, mesmo diante de tantas mudanças no cenário social brasileiro, são enraizados na cultura cuja escola é, apenas, lugar de aprender matérias como português, matemática e ciências.

Portanto, os problemas da falta de capacitação múltipla do professor, bem como o pensamento antiguado dos pais devem ser minimizados com o direcionamento de mais investimentos, pelo governo do Brasil, em políticas nacionais de alfabetização funcional, em parceria com a Secretaria de Alfabetização (Sealf). A ação será feita por meio da manutenção de programas voltados ao primeiro ano escolar e contará com o apoio de especialistas no processo de melhoria do ensino. O objetivo é estimular o domínio da leitura e da escrita para além da sala de aula, contribuindo, então, para a redução do analfabetismo funcional no futuro brasileiro.