Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, o alto índice de analfabetismo funcional no Brasil mostra que os indivíduos não experimentam esse direito de maneira eficaz na prática. Diante disso, é fundamental destacar a falta de participação do governo e a desigualdade social como fatores que favorecem esse óbice.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo no país. Além disso, a falta de investimento nas escolas públicas, impossibilita o desenvolvimento da qualidade de ensino, dificultando desse modo, um aprendizado eficiente e duradouro, já que por exemplo, mais de 30% da população que possui nível superior demonstram falta de domínio na leitura e na interpretação de texto. Logo, torna-se evidente que o sistema falho e deficiente além de prejudicar os alunos em formação, gera indivíduos despreparados.

Ademais, resultante a isso, de acordo com o IBGE mais de 11 milhões de brasileiros não são alfabetizados. Devido a desigualdade ocorrente no país, muitos alunos são obrigados a abandonarem as escolas, e passam a contribuirem desde muito cedo com a renda familiar. Dessa forma, devido à sua condição social, muitos brasileiros são impedidos de ter acesso a educação, o que resulta em uma formação de ensino incompleta e menos oportunidades e possibilidades de mobilidade social. Logo é inaceitável que esse cenário continue a perdurar.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o alfabetismo em todo o território nacional. Para tanto, o Governo deve investir na melhoria dos materiais didáticos e da equipe de profesorres disponibilizados às escolas públicas, com o intuíto de tentar igualar o potencial de ensino aos das escolas particulares e gerar dessa forma estudantes mais preparados e qualificados para enfrentar os desafios propostos pela sociedade e exigidos pelo mercado de trabalho. Outrossim, é indispensável que o Ministério da Educação elabore palestras e projetos nas escolas, com o intuíto de atrair e motivar os alunos a investirem no seu futuro e no seu conhecimento, e oferecer a comunidade carente acolhimento e apoio para que a evasão escular não perdure. Desse modo, será possível reduzir os índices de analfabetismo no Brasil e oferecer a todos os cidadãos o que lhes é de direito, uma educação de qualidade.